Um estudo da V360 analisou 6,4 milhões de notas fiscais e encontrou um número que muda a conversa sobre a Reforma Tributária: 66,2% delas têm inconsistências que podem comprometer o crédito de IBS e CBS. O problema não está em emitir a nota. Está no que chega de fora, das mãos do fornecedor, e entra na operação já com defeito.
O crédito só existe se a informação estiver correta e validada. Uma nota com campo vazio ou cálculo divergente não vira crédito, vira risco. E como quem preenche a nota é o fornecedor, o crédito tributário da sua empresa passa a depender da qualidade da cadeia inteira, não só do seu time.
Resumo rápido: o que o estudo mostrou em 4 pontos
- O estudo da V360, chamado Termômetro do Crédito IBS/CBS, analisou 6,4 milhões de notas fiscais processadas na plataforma.
- 66,2% das notas apresentam inconsistências que podem comprometer o aproveitamento de crédito na Reforma Tributária.
- A maior fatia, 64,4%, está com os campos de IBS e CBS sem preenchimento.
- O risco vem da cadeia de fornecedores, porque é o emissor quem preenche a nota que a sua empresa recebe.
O que o estudo da V360 encontrou em 6,4 milhões de notas?
O estudo encontrou defeito na maioria dos documentos. De 6,4 milhões de notas processadas, 66,2% traziam inconsistências que podem travar o crédito no novo modelo. Os dados foram noticiados pela Exame em 6 de julho de 2026.
| Achado do estudo | Percentual | O que significa? |
| Notas com inconsistências que podem comprometer crédito | 66,2% | A maioria já entra com defeito |
| Campos de IBS e CBS sem preenchimento | 64,4% | O crédito não tem base para ser calculado |
| Divergência entre o cálculo do fornecedor e a referência | 1,8% | O valor informado não bate com o esperado |
A leitura das inconsistências em notas fiscais é direta: quando o campo de imposto vem vazio, não há o que creditar; quando o cálculo diverge, o valor não se sustenta na conferência. Nos dois casos, o direito ao crédito fica em risco antes mesmo de a empresa perceber.
Por que uma nota com defeito compromete o crédito de IBS e CBS?
Porque o crédito de IBS e CBS depende de informação correta e validada em toda a operação, não só da emissão. No novo modelo, a empresa abate do imposto a pagar o que foi recolhido na compra de bens e serviços, mas só quando o documento sustenta esse direito. É a lógica do crédito tributário: sem base correta na nota, não há valor a abater.
Além da nota, ganham peso os eventos fiscais, como a confirmação e a recusa da operação, que servem de comprovação do direito ao crédito perante o Fisco. É a mesma disciplina da manifestação do destinatário: registrar a ciência e a confirmação vira parte da prova. Para entender os dois tributos que sustentam esse cálculo, vale a leitura sobre IBS e CBS.
Na rotina, o efeito é silencioso. O analista aprova uma nota que parece correta, com o campo de imposto em branco, e segue o fluxo. Meses depois, na apuração, o crédito não aparece, e recuperar exige refazer o caminho com o fornecedor. O erro entrou barato e sai caro.
O risco vem da cadeia de fornecedores
O estudo é claro sobre a origem: a adaptação da cadeia de fornecedores ainda está no início. Como é o fornecedor quem preenche os campos de IBS e CBS na nota que a sua empresa recebe, o seu crédito fica exposto ao preparo de terceiros. Uma operação pode estar pronta e ainda assim receber inconsistências em notas fiscais o dia inteiro, vindas de fornecedores despreparados.
Segundo o Panorama de Maturidade do Recebimento Fiscal 2026, feito com 355 operações fiscais, 71,8% das empresas ainda estão em inércia sobre a Reforma Tributária. Somado ao defeito que já chega nas notas, o quadro mostra que o risco de crédito é coletivo, não individual.
Depender do fornecedor não significa aceitar o erro. Significa que a barreira precisa estar no ingresso, no momento em que a nota entra, antes de virar pagamento e apuração.
Como reduzir o risco no aproveitamento de crédito?
Reduzir o risco no aproveitamento de crédito começa por checar cada nota na entrada, não no fechamento. A validação de notas fiscais no ingresso é o que separa o crédito garantido do crédito perdido. Os passos abaixo organizam essa barreira.
- Valide os campos de IBS e CBS de cada nota assim que ela entra, antes de aprovar o pagamento.
- Confronte o cálculo do fornecedor com a referência esperada e trate a divergência na hora.
- Registre os eventos fiscais de confirmação e recusa como prova do direito ao crédito.
- Devolva ao fornecedor a nota defeituosa antes que ela entre na apuração.
- Acompanhe o índice de notas com defeito por fornecedor, para agir na causa.
O que o time deve olhar primeiro?
Os campos de imposto em branco. Como 64,4% das notas do estudo estavam sem o preenchimento de IBS e CBS, é ali que está a maior parte do risco. Priorizar essa checagem no ingresso resolve a maior fatia do problema com um único controle.
Como o V360 trata o crédito de IBS e CBS?
O V360 aplica a validação no ingresso da nota, dentro da mesma esteira de pagamentos que a empresa já usa. Cada documento passa por dezenas de checagens automáticas, contra o pedido, o cadastro do fornecedor e a referência fiscal, antes de seguir para pagamento e apuração.
Na prática, a nota com campo de IBS e CBS vazio ou com cálculo divergente é barrada na entrada, e o time atua só na exceção. É assim que o dado que sustenta o crédito de IBS e CBS chega limpo na apuração, sem depender de conferência manual documento a documento.
Próximo passo para garantir o crédito de IBS e CBS
O estudo mostra o tamanho do risco. O passo seguinte é medir quanto dele está na sua operação hoje. Para acompanhar as mudanças da Reforma Tributária e organizar a validação no ingresso, veja o Portal da Reforma Tributária da V360 e fale com o nosso time.
Perguntas frequentes sobre o crédito de IBS e CBS
Notas fiscais com campos de imposto sem preenchimento ou com cálculo divergente. Sem a informação correta e validada, o documento não sustenta o direito ao crédito, e o valor pode ser perdido na apuração.
66,2% das 6,4 milhões de notas analisadas apresentam inconsistências que podem comprometer o crédito. A maior fatia, 64,4%, está com os campos de IBS e CBS sem preenchimento, segundo o estudo noticiado pela Exame em julho de 2026.
Da cadeia de fornecedores, porque é o emissor quem preenche os campos de imposto na nota que a empresa recebe. Por isso a validação de notas fiscais no ingresso é decisiva: é onde a empresa barra o defeito de terceiros.
A fase de testes ocorre em 2026 e a implementação efetiva começa em 2027. Organizar a validação no ingresso agora evita acúmulo de risco antes da cobrança cheia.