Reforma Tributária

Reforma Tributária, cronograma 2026: os novos campos de IBS e CBS na NF-e a partir de 3 de agosto

Reforma Tributária, cronograma 2026: o que muda na NF-e a partir de 3 de agosto, o papel do CGIBS e o que o seu inbound precisa verificar.
Reforma Tributária, cronograma 2026: os novos campos de IBS e CBS na NF-e a partir de 3 de agosto

Sumário

O cronograma de 2026 da Reforma Tributária tem um marco firme na nota fiscal: em 3 de agosto de 2026, os campos de IBS e CBS tornam-se obrigatórios no ambiente de produção da NF-e para empresas do Regime Normal (CRT=3), e as notas sem esses grupos preenchidos passam a ser rejeitadas. A regra vem da Nota Técnica 2025.002, que adapta o leiaute da NF-e à Lei Complementar nº 214/2025.

Para quem opera o Contas a Pagar, a virada não é sobre emitir, é sobre receber. A partir de 3 de agosto de 2026, toda nota que entra contra o CNPJ do Regime Normal carrega os novos campos, e um campo mal preenchido na origem vira inconsistência que a sua apuração herda. 

Este guia mostra o papel do CGIBS, o que muda nos campos da NF-e, o cronograma 2026 da Reforma Tributária e o que o time fiscal precisa verificar na entrada, complementando a conferência da CBS na nota.

Resumo em 5 pontos

  1. Em 3 de agosto de 2026, os campos de IBS e CBS ficam obrigatórios em produção na NF-e para o Regime Normal (CRT=3).
  2. Notas sem os grupos de IBS e CBS preenchidos passam a ser rejeitadas pela SEFAZ.
  3. O IBS é administrado pelo CGIBS; a CBS, pela Receita Federal.
  4. O cronograma tem etapas: homologação desde 1º de julho, produção em 3 de agosto e devolução referenciada a partir de 1º de setembro de 2026.
  5. Para o sacado, o risco é herdar na apuração a inconsistência de um campo mal preenchido pelo fornecedor.

O que é o CGIBS?

O CGIBS é o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços, a entidade pública que administra o IBS de forma centralizada. Ele arrecada o imposto, distribui a arrecadação entre estados, Distrito Federal e municípios pelo princípio do destino, uniformiza a interpretação da legislação e coordena a fiscalização integrada. Foi instituído pela Lei Complementar nº 227/2026, com um Conselho Superior paritário de representantes dos estados e dos municípios.

A divisão de papéis ajuda a entender a nota: no IVA dual, a CBS é administrada pela Receita Federal, e o IBS pelo CGIBS. É por isso que a NF-e passa a destacar os dois tributos separadamente, cada um com sua base e sua alíquota, em vez de um cálculo único.

O que muda nos campos da NF-e?

A NF-e passa a trazer, item a item, um grupo de campos para IBS e CBS, conforme a Lei Complementar nº 214/2025: o CST de cada tributo, a classificação tributária no campo cClassTrib, a base de cálculo, a alíquota e o valor. Cada linha da nota carrega o próprio tratamento de IBS e CBS, e as regras de validação rejeitam a nota quando esses dados faltam ou não batem com a classificação.

O campo cClassTrib é o que mais exige atenção, porque conecta o item a um tratamento tributário específico. Uma classificação errada gera rejeição na emissão e, quando passa, propaga um valor incorreto pela cadeia.

O detalhe completo do leiaute está no guia sobre a nova NF-e da Reforma; aqui o foco é o calendário e o reflexo na entrada.

Qual é o cronograma 2026 da Reforma Tributária na NF-e?

O cronograma 2026 da Reforma Tributária, definido pela Nota Técnica 2025.002, tem datas cravadas, e cada uma marca uma exigência diferente. A tabela abaixo resume as etapas para a NF-e e a NFC-e.

DataO que passa a valer
1º de julho de 2026Campos de IBS e CBS obrigatórios em homologação (testes)
3 de agosto de 2026Campos obrigatórios em produção para o Regime Normal (CRT=3); notas sem eles são rejeitadas
1º de setembro de 2026Devolução passa a referenciar obrigatoriamente o documento original
4 de janeiro de 2027Obrigatoriedade para Simples Nacional e MEI

Os novos campos não se limitam à NF-e e à NFC-e: CT-e, BP-e, NF3-e e NFCom têm notas técnicas próprias com a mesma data-base de 3 de agosto de 2026, e a NFS-e nacional segue cronograma à parte, ainda a ser detalhado. Para quem recebe documentos de vários modais, vale confirmar a data e a nota técnica de cada um, porque um modal fora do prazo trava o mesmo fluxo de entrada.

O intervalo entre a homologação de julho e a produção de agosto é a janela de teste. Uma nota que não passa em homologação é o sinal de que o sistema não vai sustentar a emissão em produção, e o mesmo raciocínio vale para quem recebe: se o fornecedor não se adequou, a nota dele chega errada ou não chega.

O que o inbound precisa verificar?

A partir de 3 de agosto de 2026, a conferência de notas no Contas a Pagar ganha uma camada nova: além dos tributos do modelo antigo, o time passa a checar os campos de IBS e CBS de cada item recebido. A verificação é direta: o CST, o cClassTrib, a base e a alíquota da nota precisam bater com o pedido e com a regra fiscal da operação.

O risco de deixar passar é específico da Reforma. O Fisco pré-monta a apuração de IBS e CBS a partir das notas, então um cClassTrib errado que entrou na sua base vira um valor errado já proposto na apuração assistida. Conferir na origem, antes da escrituração, é o que impede o erro do fornecedor de virar passivo seu. 

Como 71,8% das empresas estavam em inércia sobre a Reforma Tributária ao fim de 2025, segundo o Panorama de Maturidade Fiscal 2026 da V360, (pesquisa com mais de 350 operações) a chance de receber nota mal preenchida no início da obrigatoriedade é alta.

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Se a sua operação recebe notas do Regime Normal, o próximo passo é garantir que a validação da entrada leia e confira os campos de IBS e CBS antes de a nota virar lançamento. Fale com um especialista do V360 e faça um diagnóstico de como o seu inbound está preparado para as notas com os novos campos.

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Perguntas frequentes sobre o cronograma 2026 da Reforma Tributária

O que muda na NF-e em 3 de agosto de 2026?

Os campos de IBS e CBS passam a ser obrigatórios no ambiente de produção da NF-e para empresas do Regime Normal (CRT=3), conforme a Nota Técnica 2025.002. Notas sem os grupos preenchidos são rejeitadas pela SEFAZ.

O que é o CGIBS?

É o Comitê Gestor do IBS, entidade instituída pela Lei Complementar nº 227/2026 que administra o IBS de forma centralizada: arrecada, distribui a arrecadação entre estados e municípios, uniformiza a interpretação e coordena a fiscalização. A CBS, por sua vez, é administrada pela Receita Federal.

Quais são as datas do cronograma da NF-e na Reforma?

Homologação obrigatória desde 1º de julho de 2026, produção obrigatória para o Regime Normal em 3 de agosto de 2026, devolução com referência obrigatória a partir de 1º de setembro de 2026 e obrigatoriedade para Simples Nacional e MEI em 4 de janeiro de 2027.

O que o Contas a Pagar deve verificar nos novos campos?

O CST de IBS e CBS, a classificação tributária cClassTrib, a base de cálculo e a alíquota de cada item, conferidos contra o pedido e a regra fiscal. Essa conferência de notas na entrada evita herdar a inconsistência de um campo mal preenchido pelo fornecedor na apuração.

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