A transição da NF-e já colocou os novos campos de IBS, CBS e Imposto Seletivo dentro do documento que a sua empresa recebe todo dia. A pergunta que decide o próximo passo não é o que são esses campos, e sim se a sua esteira de entrada está pronta para lê-los e validá-los quando a nota do fornecedor chega.
A maioria das empresas sabe que os campos mudaram. Poucas verificaram se a entrada de notas aguenta recebê-los. Para entender o que são os campos em detalhe, vale o guia do novo leiaute da NF-e. Aqui o foco é a prontidão da sua operação para recebê-los.
Transição da NF-e, em resumo:
- Os novos campos de IBS, CBS e IS já convivem no XML com os tributos atuais.
- O fornecedor já emite a nota com esses grupos, então eles chegam na sua entrada agora.
- O inbound fiscal precisa ler e validar esses campos antes da nota virar lançamento.
- Um campo mal preenchido que entra vira inconsistência que a apuração assistida herda.
- Estar pronto para receber é o que separa preparar a operação de acumular passivo.
O que são os novos campos da NF-e?
Os novos campos da NF-e são os grupos de IBS, CBS e Imposto Seletivo, mais o cClassTrib, que classifica a tributação de cada item. Eles convivem no mesmo XML com os tributos atuais durante toda a transição, de 2026 a 2033.
O detalhe de cada campo está no leiaute definido pela NT 2025.002, e o cronograma da Reforma Tributária na NF-e mostra quando cada etapa entra. Para a sua esteira, o que importa é mais simples: esses campos já chegam nas notas dos fornecedores que se anteciparam.
Em 2026, a cobrança dos novos tributos ainda é de teste, com alíquotas simbólicas e apuração informativa, conforme a Lei Complementar nº 214/2025. Isso não significa que dá para ignorar os campos, porque o dado que entra errado agora é o mesmo que vai alimentar a apuração quando ela passar a valer.
Como os novos campos aparecem no XML?
Os novos campos aparecem no XML como grupos próprios de IBS, CBS e IS, item a item, ao lado dos grupos de ICMS, PIS e COFINS que ainda existem. Cada item passa a carregar o cClassTrib, o CST e a base e a alíquota dos novos tributos.
A transição da NF-e coloca duas camadas de tributo no mesmo arquivo. Na prática, a nota que entra agora carrega essas duas camadas. A esteira precisa ler as duas, porque durante a convivência a operação depende do modelo antigo e do novo ao mesmo tempo.
Um exemplo: um item de revenda passa a trazer, além do ICMS, o grupo de CBS com a sua base e alíquota e o cClassTrib correspondente. Ler só o bloco antigo deixa o novo de fora e barra a informação logo na origem.
| Campo | O que traz? | O que o inbound checa? |
| Grupos de IBS e CBS | Base, alíquota e valor dos novos tributos por item | Coerência com o pedido e a matriz fiscal |
| cClassTrib | Classificação tributária do item na Reforma Tributária | Compatibilidade com o CST e a operação |
| CST | Situação tributária do item | Se corresponde à natureza da operação |
| Tributos atuais | ICMS, PIS, COFINS e IPI ainda vigentes | Convivência correta com os grupos novos |
O que o inbound fiscal precisa fazer?
O inbound fiscal precisa estar pronto para capturar, ler e validar os novos campos assim que a nota chega, não depois. Como o fornecedor já emite o documento com os grupos de IBS e CBS, a esteira que não lê esses campos perde informação logo na entrada.
Três frentes definem a prontidão:
- Leitura do leiaute novo, para que a captura reconheça os grupos de IBS, CBS e IS.
- Validação dos campos, cruzando cClassTrib, CST, base e alíquota com o pedido e a matriz fiscal.
- Convivência dos dois regimes, tratando os tributos atuais e os novos no mesmo fluxo.
Alguns sinais mostram que a esteira ainda não está pronta: notas que entram sem os grupos de IBS e CBS lidos, divergência de cClassTrib que ninguém trata e apuração conferida só no fechamento. Cada um é um ponto onde o dado da transição da NF-e se perde.
Quem trata isso só quando a cobrança apertar chega atrasado. 71,8% das empresas ainda estavam em inércia sobre a Reforma Tributária em 2025, segundo o Panorama de Maturidade Fiscal 2026 da V360, e a adequação do ERP e do ingresso fiscal é o que fecha essa lacuna.
Como validar os novos campos na entrada?
Validar os novos campos na entrada é conferir o CST, o cClassTrib, a base e a alíquota de IBS e CBS de cada item contra o pedido de compra e a matriz fiscal, antes do lançamento. A validação de notas com os campos novos segue o mesmo princípio da atual, com mais pontos de checagem por item.
O motivo de validar na origem é direto. A apuração assistida usa o dado que entra como base, então um campo de IBS ou CBS errado vira um valor incorreto já proposto na conta do Fisco. A checagem dos campos de IBS e CBS por item é o que impede o erro de virar crédito indevido.
O V360 já está pronto para a transição da NF-e e recebe esses documentos sem ajuste manual. Os conectores leem os grupos de IBS, CBS e IS assim que a nota entra e validam os campos de IBS e CBS contra a parametrização do seu ERP, sinalizando a divergência antes do pagamento.
É o que mantém o crédito preservado e o dado limpo para a apuração, sem depender de conferência manual item a item durante os anos de convivência.
Próximo passo para acompanhar a transição da NF-e
Quer confirmar se a sua esteira de entrada já lê e valida os novos campos da NF-e? Faça um diagnóstico com a V360 e veja se o seu inbound está pronto para a transição da NF-e antes de a cobrança apertar.
Perguntas frequentes sobre a transição da NF-e
A NF-e passa a carregar os grupos de IBS, CBS e Imposto Seletivo, além do cClassTrib, convivendo com os tributos atuais no mesmo XML. Essa convivência vale durante toda a transição, de 2026 a 2033.
Os campos já aparecem nas notas em 2026, mas com cobrança de teste dos novos tributos e apuração informativa. O dado que entra agora, porém, é o mesmo que vai alimentar a apuração quando ela passar a valer.
Capturar, ler e validar os grupos de IBS, CBS e IS assim que a nota chega, cruzando cClassTrib, CST, base e alíquota com o pedido e a matriz fiscal, e tratando os dois regimes no mesmo fluxo.
Não necessariamente. Uma plataforma de ingresso fiscal agnóstica de ERP lê os novos leiautes e valida os campos antes do lançamento, integrando de forma nativa ao SAP, Oracle ou Protheus.
Verifique três pontos: se a captura lê os grupos de IBS, CBS e IS, se a validação de notas cruza cClassTrib e CST por item, e se a apuração é conferida na entrada, não só no fechamento. Se algum deles depende de conferência manual, a esteira ainda não está pronta.