Reforma Tributária

Quando começa o split payment no Brasil?

Quando começa o split payment? Vale a partir de 2027, entre empresas. Veja o cronograma da Reforma e 3 pontos para preparar seu ingresso fiscal.
Quando começa o split payment no Brasil

Sumário

Toda semana a mesma pergunta chega ao time fiscal: quando começa o split payment e o que dá para adiantar agora. A resposta direta alivia a urgência imediata: o split payment passa a valer em 2027, de forma facultativa e restrita a operações entre empresas. O detalhe que muda o planejamento vem logo depois.

O que decide se a sua operação entra em 2027 protegida não é a data no calendário. É o estado do seu ingresso fiscal hoje: a velocidade com que a nota entra, a profundidade da validação e a rastreabilidade entre documento, pagamento e recolhimento. Desde agosto de 2026, os campos de IBS e CBS já aparecem na NF-e (Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026). O relógio começou antes de 2027.

Resumo rápido

  • O split payment começa a valer em 2027, facultativo e restrito a operações entre empresas, com ampliação gradual até 2033 (Lei Complementar nº 214/2025).
  • Em 2026 não há split em produção: é o ano de teste, com alíquotas simbólicas de CBS (0,9%) e IBS (0,1%).
  • Três pontos preparam o ingresso fiscal para a virada: lead time de entrada, profundidade da validação e rastreabilidade de nota, pagamento e recolhimento.
  • A janela de preparação é agora, porque o crédito de IBS e CBS passa a depender do recolhimento efetivo.

Os prazos e as regras de caixa geram confusão porque mudaram ao longo do tempo. Se a sua dúvida é pontual, o guia de dúvidas sobre split payment responde caso a caso. Aqui, o foco é o cronograma e a preparação.

Quando começa o split payment no Brasil?

O split payment começa a valer em 2027, de forma facultativa e restrita a operações entre empresas, com ampliação gradual até o fim da transição da Reforma Tributária em 2033. A data vale para o mecanismo previsto na Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta o IBS e a CBS. Antes disso, 2026 é ano de homologação dos sistemas, sem recolhimento automático em produção.

O que acontece em 2026?

Em 2026 a cobrança é de teste, com alíquotas simbólicas de CBS (0,9%) e IBS (0,1%), sem impacto material no caixa. O objetivo é validar leiautes de documentos fiscais, integrações com a Receita e fluxos de manifestação. Quem chegar a 2026 sem os novos campos no XML começa a perder informação já no primeiro mês.

Split payment reforma tributária: o que a LC 214/2025 definiu

No debate sobre split payment reforma tributária, a norma que importa é a Lei Complementar nº 214/2025, que trata do mecanismo entre os artigos 31 e 35. O texto fixa o recolhimento de IBS e CBS no momento da liquidação financeira e prevê procedimentos distintos conforme a operação. A íntegra está publicada no portal do Planalto.

AnoO que acontece?Efeito na esteira de pagamentos
2026Teste de alíquotas: CBS 0,9% e IBS 0,1%Validar novos campos no XML e integrações
2027Split payment começa, facultativo e entre empresasRecolhimento na liquidação; crédito depende do pagamento
Até 2033Ampliação gradual e fim da transiçãoConvivência de dois sistemas tributários

O que muda no seu pagamento com o split payment?

Com o split payment, o operador de pagamento separa a parcela de IBS e CBS no momento da liquidação e a repassa ao Fisco antes de o dinheiro chegar ao fornecedor. O fornecedor recebe o valor líquido, e o recolhimento deixa de depender de guia manual como DARF ou GNRE. Para quem paga, cada liquidação passa a ter duas saídas de valor: o líquido ao fornecedor e o imposto ao Fisco.

Split payment o que é, na prática?

É a separação automática do imposto no ato do pagamento, sem apuração mensal posterior. O mecanismo mantém os mesmos tributos e altera apenas o momento do recolhimento. A Lei Complementar nº 214/2025 prevê um procedimento padrão, com consulta em tempo real aos sistemas do Fisco, e um simplificado, com efeitos diferentes sobre o caixa.

O efeito no caixa é o ponto mais sensível para a tesouraria, porque encerra o intervalo em que a empresa segurava o valor do tributo até a data de recolhimento. Para a mecânica completa da separação e o impacto na liquidez, vale o aprofundamento sobre o impacto do split payment no fluxo de caixa.

3 pontos para se precaver antes de 2027

Três frentes do ingresso fiscal decidem se a sua operação entra em 2027 protegida. Todas dependem de decisões que começam antes de a data virar.

1. Acelere o lead time do ingresso fiscal

A primeira frente é o tempo entre a nota ser emitida contra a empresa e ficar pronta para pagamento. Com o split payment, uma nota parada trava capital de giro e ainda ameaça a liquidação do pagamento. O Panorama de Maturidade Fiscal 2026 (V360, 355 operações, dados coletados em 2025) mostrou que 62,2% das empresas levam mais de 20 dias para processar uma nota, enquanto as eficientes ficam em torno de 1,2 dia.

Operações que chegarem a 2027 com lead time abaixo de dois dias entram resguardadas. Para calibrar esse prazo, veja qual é o prazo ideal de entrada de notas fiscais e onde a sua esteira perde tempo hoje.

2. Aprofunde a validação na entrada

A segunda frente é a profundidade da checagem quando a nota entra. Se a validação é superficial, a separação do imposto acontece sobre valores errados, e o problema aparece já na liquidação do pagamento. O V360 valida cada documento contra o pedido de compra, a nota de origem e as regras fiscais, e já lê os campos de CBS, IBS e IS que passaram a constar na NF-e.

O risco vai além da parte técnica. O Panorama de Maturidade Fiscal 2026 apontou que 71,8% das empresas ainda estavam em inércia diante da Reforma Tributária. Izaias Miguel, co-CEO da V360, resume o que está em jogo: “Não se trata apenas de atualizar o ERP. Se a empresa não conseguir emitir e liquidar notas sob as novas regras, ela pode simplesmente parar operacionalmente.”

3. Garanta rastreabilidade de nota, pagamento e recolhimento

A terceira frente conecta três eventos que hoje vivem em sistemas separados: a nota, o pagamento e o recolhimento. Pela Lei Complementar nº 214/2025, o crédito de IBS e CBS só é reconhecido depois que o tributo é efetivamente  coletado na etapa anterior. Sem amarrar documento, liquidação e recolhimento na mesma trilha, a empresa paga e perde o crédito.

Essa rastreabilidade é a base da não-cumulatividade do novo modelo. Para entender como o crédito funciona no IVA dual de IBS e CBS, vale ver as condições que liberam o aproveitamento.

Se adeque ao Split Payment antes de 2027

O ponto de partida é objetivo: quanto tempo, hoje, a sua operação leva entre uma nota entrar e ficar pronta para pagamento? Esse número diz se você chega a 2027 resguardado ou exposto. Converse com um especialista da V360 e mapeie onde a sua esteira de pagamentos trava antes da virada.

Perguntas frequentes sobre o prazo do Split Payment

Quando começa o split payment no Brasil?

O split payment começa a valer em 2027, de forma facultativa e restrita a operações entre empresas, com ampliação gradual até 2033, conforme a Lei Complementar nº 214/2025.

O split payment já vale em 2026?

Não. Em 2026 há apenas cobrança de teste, com alíquotas simbólicas de CBS (0,9%) e IBS (0,1%). O ano serve para homologar sistemas, validar leiautes e integrações, sem recolhimento automático em produção.

Split payment o que é e quando começa?

Split payment, o que é: a separação automática de IBS e CBS no momento do pagamento, com repasse direto ao Fisco. Quando começa: em 2027, facultativo e entre empresas, segundo a LC 214/2025.

O que a empresa deve fazer agora para se preparar?

Reduzir o lead time do ingresso fiscal, aprofundar a validação na entrada e garantir a rastreabilidade entre nota, pagamento e recolhimento. As três frentes preparam a esteira de pagamentos para a liquidação com split.

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